Futsutsuka na Akujo de wa Gozaimasu ga — se eu fosse escolher o melhor anime da temporada, seria esse

ANIME

Título japonês: ふつつかな悪女ではございますが ~雛宮蝶鼠とりかえ伝~
Romanização: Futsutsuka na Akujo de wa Gozaimasu ga: Sūgū Chōso Torikae-den
Título no Ocidente: Though I Am an Inept Villainess
Estúdio: Doga Kobo
Direção: Mitsue Yamasaki
Gênero: fantasia, drama palaciano, mistério e comédia
Onde assistir no Japão: ABEMA, Prime Video, Netflix, Disney+, d Anime Store, DMM TV, U-NEXT, Hulu, FOD, Lemino e outros serviços
Onde assistir no Ocidente: Crunchyroll

Se eu fosse escolher o melhor anime da temporada, seria esse

Depois de chegar ao episódio 8, minha opinião sobre Futsutsuka na Akujo de wa Gozaimasu ga ficou ainda melhor.

Se eu tivesse que escolher hoje o melhor anime da temporada, provavelmente seria esse.

Quando comecei a assistir, imaginei que seria mais um isekai de vilã, só que com uma ambientação inspirada na China antiga.

Foi uma surpresa descobrir que não era isso.

Reirin e Keigetsu pertencem ao mesmo mundo e à mesma época. Não existe reencarnação nem alguém sendo transportado para outro universo.

O que temos é uma troca de corpos, e isso acabou deixando a premissa bem mais interessante para mim logo de cara.

Só que, depois de oito episódios, ficou claro que essa troca era apenas a porta de entrada para uma história bem maior.

Minha opinião sobre Keigetsu mudou bastante

No começo, era fácil enxergar Keigetsu principalmente pela inveja e pela atitude extrema que tomou.

Conforme a história avança, porém, começam a aparecer mais elementos sobre aquilo que ela viveu e sobre as pressões ao redor dela.

Isso não apaga o que ela fez.

Mas deixa a personagem muito mais interessante e menos simples do que parecia inicialmente.

Também gostei de perceber como a troca de corpos começa a mudar a maneira como ela enxerga Reirin.

Aquela vida que parecia perfeita de longe começa a ganhar novas camadas.

E foi justamente isso que fez minha opinião sobre Keigetsu mudar tanto.

Reirin continua otimista num nível quase absurdo

Reirin continua com aquele otimismo exagerado que já tinha chamado minha atenção.

E sim, ainda chega a ser absurdo em alguns momentos. (risos)

Mas agora também fica cada vez mais claro que isso não significa que ela seja ingênua.

Reirin é naturalmente uma pessoa de bom coração, mas quando alguém de quem gosta está envolvido, ela não simplesmente aceita tudo de cabeça baixa.

A relação entre ela e Keigetsu também começa a ganhar novas camadas e, para mim, essa evolução virou uma das partes mais interessantes da série.

Não quero entrar em detalhes porque acho que boa parte da graça está justamente em acompanhar essa mudança sem saber exatamente onde ela vai chegar.

Riri continua sendo um dos destaques

Riri também continua sendo uma personagem que gosto bastante.

Sua relação com as protagonistas vai ficando cada vez mais interessante conforme novos elementos da história aparecem.

Ela começa a enxergar as duas de uma maneira diferente e ganha cada vez mais importância dentro da trama.

E sinceramente?

Acho que ela já pode disputar o título de melhor apotecária do anime. (risos)

A troca de corpos já não é o maior mistério

Outra coisa que mudou bastante foi a escala da história.

No começo, o grande mistério era naturalmente a troca de corpos.

Agora começa a ficar claro que existem questões bem maiores acontecendo dentro do palácio.

Não quero detalhar quais são, porque boa parte da graça está justamente em descobrir essas conexões aos poucos.

Mas foi aqui que o anime ficou ainda mais interessante para mim.

A história deixa de parecer apenas um conflito entre duas personagens e começa a ampliar bastante o mundo ao redor delas.

E quanto mais coisas aparecem, mais curioso fico para descobrir como tudo vai se conectar.

Quero ver as duas juntando forças

Uma das coisas que mais despertam minha curiosidade agora é justamente a possibilidade de ver Reirin e Keigetsu trabalhando juntas.

Nos primeiros episódios, a relação entre as duas parecia ser principalmente de conflito.

Agora começa a surgir uma dinâmica muito mais interessante.

Cada uma passa a enxergar melhor o lado da outra, e isso abre espaço para uma parceria diante de problemas maiores.

Acho que esse é um dos pontos que mais fizeram a série crescer para mim ao longo dos episódios.

A ambientação continua linda

A inspiração na cultura chinesa continua sendo um dos elementos que mais ajudam o anime visualmente.

Palácios, roupas, cerimônias e toda a atmosfera da corte deixam a série muito bonita de assistir.

Ao mesmo tempo, existe um lado bem mais fantástico.

Temos feitiçaria, troca de corpos e elementos sobrenaturais misturados às intrigas do palácio.

Por isso, apesar de a ambientação poder lembrar Kusuriya no Hitorigoto num primeiro olhar, acho importante dizer que as propostas são bem diferentes.

Aqui o lado fantástico tem um peso muito maior.

A dança foi uma das cenas mais bonitas até agora

Visualmente, o anime continua muito bonito.

Existem algumas cenas com animação mais simples, mas até agora foram poucas e nada que tenha prejudicado minha experiência.

Por outro lado, algumas sequências conseguem se destacar bastante.

A cena da dança durante o jantar foi provavelmente a que mais ficou na minha memória até agora.

Foi uma cena elegante, poética e simplesmente bonita de assistir.

Não precisava de uma grande sequência de ação ou de efeitos exagerados.

A direção e a ambientação já faziam tudo funcionar.

“Sunny” virou minha música da temporada

A abertura “Sunny”, da milet, virou um dos grandes destaques para mim.

É provavelmente a música de anime que mais estou ouvindo na minha playlist desta temporada.

Ela combina muito bem com a série e acabou virando uma daquelas músicas que continuo ouvindo mesmo fora dos episódios.

Depois que você entende os personagens, muita coisa muda

Até o episódio 8, não encontrei nenhum ponto negativo que realmente comprometa a série.

Existem algumas cenas de animação mais simples, mas são poucas.

E algumas atitudes dos personagens podem parecer estranhas ou até irritantes no começo.

Só que conforme a história vai mostrando mais sobre eles, muita coisa passa a fazer mais sentido.

Isso vale principalmente para Keigetsu.

Não significa concordar com tudo que ela fez.

Mas entender melhor de onde vêm certas atitudes muda bastante a maneira de enxergar a personagem.

Para quem eu recomendaria?

Acho que Futsutsuka na Akujo de wa Gozaimasu ga funciona especialmente bem para quem gosta de mistério, dramas palacianos e histórias inspiradas na cultura chinesa.

Mas aqui tudo vem acompanhado de uma camada fantástica bem importante.

Tem feitiçaria.

Tem troca de corpos.

Tem elementos sobrenaturais.

Então não espere simplesmente um drama histórico.

É justamente essa mistura que está funcionando tão bem para mim.

Agora quero ver até onde essa história vai

Depois de oito episódios, o que mais quero ver é até onde Reirin e Keigetsu vão conseguir avançar diante de tudo que está acontecendo ao redor delas.

A série começou com uma premissa que parecia relativamente simples, mas aos poucos foi ganhando mistério, fantasia e drama palaciano sem perder o charme das personagens.

Minha opinião sobre Keigetsu mudou bastante.

Reirin continua sendo uma protagonista extremamente divertida.

Riri continua ganhando espaço.

E os mistérios do palácio só aumentam.

Depois de oito episódios, minha expectativa está ainda maior.

E se eu tivesse que escolher hoje um único anime como meu favorito desta temporada, seria esse.

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