Título japonês: スノウボールアース
Título internacional: SNOWBALL EARTH
Estúdio: Studio KAI
Direção: Munehisa Sakai
Estreia: 3 de abril de 2026
Gênero: ficção científica, mecha, kaiju e ação
Onde assistir no Japão: ABEMA, Prime Video, d Anime Store, Netflix, U-NEXT e outros serviços
Onde assistir no Ocidente: Crunchyroll e outros serviços dependendo da região
- Fazia tempo que um anime de mecha não me divertia assim
- Tetsuo não é exatamente o herói que eu esperava
- Um salvador que mal consegue conversar com alguém
- E claro que tinha um Yukio no elenco
- Encontrar sobreviventes em Shizuoka deixou tudo mais próximo
- Ao muda completamente a visão sobre os kaijus
- Rivalidade, explosões e golpes com nomes
- Abertura e encerramento já estão na lista do karaokê
- Ser absurdo também faz parte da diversão
- Para quem eu recomendaria Snowball Earth?
- E felizmente teremos uma segunda temporada
Fazia tempo que um anime de mecha não me divertia assim
Para mim, Snowball Earth foi facilmente um dos melhores animes da temporada.
E uma das maiores surpresas foi perceber como ele me trouxe de volta aquela sensação dos animes de ação do final dos anos 90 e começo dos anos 2000.
Não porque tente copiar visualmente aquela época.
A sensação simplesmente apareceu enquanto eu assistia.
Tem mecha, kaijus, rivalidade, golpes com nomes, explosões, situações absurdas tratadas com toda a seriedade e aquela energia de shonen em que você termina um episódio já querendo assistir ao próximo.
Fazia bastante tempo que eu não curtia tanto um anime de mecha dessa maneira.
Tetsuo não é exatamente o herói que eu esperava
A história começa em uma escala enorme.
A humanidade está sendo atacada por kaijus vindos do espaço, as nações se unem para enfrentar essa ameaça e Tetsuo Yabusame acaba carregando uma enorme responsabilidade na defesa da Terra ao lado de Yukio.
Toda essa apresentação me lembrou bastante Top wo Nerae!, principalmente pela ideia da humanidade se unindo contra uma ameaça espacial e enviando suas forças para longe da Terra enquanto alguém carrega praticamente a esperança do planeta inteiro.
Como aquilo ainda era o começo do anime, eu já imaginava que provavelmente alguma coisa daria errado.
Mas não daquele jeito.
A relação entre Tetsuo e Yukio também recebe bastante importância desde o começo, principalmente quando fica claro até onde Yukio é capaz de ir para proteger seu parceiro.
Depois de uma tentativa desesperada, Tetsuo acaba retornando à Terra anos mais tarde e encontra um planeta completamente diferente daquele que esperava encontrar.
É nesse momento que Snowball Earth deixa de ser apenas o título do anime e passa a fazer todo o sentido.
E também foi aí que minha curiosidade aumentou muito: depois de chegar tão longe carregando a responsabilidade de salvar o planeta, o que Tetsuo faria diante daquela situação?
Um salvador que mal consegue conversar com alguém
O que mais gostei em Tetsuo foi justamente esse contraste.
Ele consegue enfrentar situações completamente absurdas, possui uma experiência enorme em combate e tem uma vontade quase irracional de salvar todo mundo.
Ao mesmo tempo, conversar normalmente com outra pessoa pode ser uma batalha ainda maior.
Tetsuo tem muita dificuldade para se socializar, mas não simplesmente aceita isso. Do jeito dele, procura aprender, melhorar e entender como conseguir se aproximar das pessoas.
E acho que isso deixa o personagem muito mais interessante.
Uma das cenas que resume perfeitamente o nível de experiência dele acontece depois de seu retorno à Terra.
Praticamente sem os recursos que costumava ter, Tetsuo precisa enfrentar um kaiju usando uma pequena escavadeira.
É absurdo?
Bastante. (risos)
Mas funciona justamente porque não parece que ele venceu por sorte. Sua experiência contra kaijus permite encontrar uma maneira de lutar mesmo usando algo completamente improvisado.
E ainda existe toda aquela apresentação exagerada de golpe especial que combina perfeitamente com o espírito da série.
E claro que tinha um Yukio no elenco
Quando ouvi o nome Yukio pela primeira vez, confesso que fiquei um pouco feliz.
“Agora eu tenho que assistir.” (risos)
Mas a coincidência acabou ficando ainda melhor porque Yukio se tornou um dos personagens mais importantes da história para mim.
Seu visual arredondado lembra bastante um boneco de neve e, mesmo parecendo relativamente simples, durante as batalhas ele demonstra muita mobilidade e funciona muito bem nas cenas de ação.
Mais importante ainda é sua relação com Tetsuo.
Yukio é praticamente o único com quem ele consegue se comunicar naturalmente no começo, mas a preocupação do robô vai muito além de protegê-lo durante uma batalha.
Ele quer que Tetsuo consiga conhecer pessoas, fazer amigos e aprender a se comunicar melhor.
Mesmo sendo um robô, essa preocupação com o futuro e a felicidade do parceiro acaba sendo uma das coisas mais humanas da série.
E a relação funciona porque não é simplesmente Yukio ajudando Tetsuo.
Os dois dependem um do outro.
E os dois evoluem por causa dessa parceria.
Encontrar sobreviventes em Shizuoka deixou tudo mais próximo
Depois de retornar à Terra, Tetsuo chega a acreditar que talvez seja o único sobrevivente.
A sensação de desespero aumenta enquanto ele procura sinais de outras pessoas, até finalmente descobrir um dos últimos refúgios humanos em Shizuoka.
Essa parte teve um significado especial para mim porque Shizuoka é justamente a região onde moro atualmente.
Como conheço a região, foi impossível não sentir uma proximidade maior ao ver aquele nome dentro do anime, mesmo sendo uma versão completamente transformada por neve, gelo e kaijus.
Também é nesse refúgio que começa outra batalha importante para Tetsuo: conseguir conviver com pessoas novamente.
Aos poucos ele ganha a confiança dos sobreviventes e começa a demonstrar avanços naquela dificuldade enorme que sempre teve para se socializar.
Ao muda completamente a visão sobre os kaijus
Entre os personagens desse novo grupo, Ao Nogi foi quem mais me chamou atenção.
Ela possui uma personalidade curiosa, exploradora e aberta a novos desafios, o que também influencia bastante a maneira como consegue se aproximar de Tetsuo.
Mas sua relação com um kaiju é ainda mais interessante.
Não quero entrar nos detalhes de como essa ligação começou porque existe uma história bastante triste por trás dela, mas foi justamente essa relação que mudou bastante a forma como passei a enxergar os próprios kaijus.
Até então era muito fácil pensar neles apenas como inimigos da humanidade.
Ao mostra que existem kaijus capazes de conviver e até proteger humanos.
Isso deixa aquele mundo bem mais interessante do que simplesmente “humanos contra monstros”.
Rivalidade, explosões e golpes com nomes
Outro elemento que gostei bastante foi a rivalidade envolvendo Isseki Sagami.
A inveja e o ressentimento que ele sente em relação a Tetsuo acabam ganhando cada vez mais peso conforme a história avança e os kaijus entram diretamente nessa disputa.
É uma rivalidade da melhor forma shonen.
E isso combina perfeitamente com as batalhas.
Quem gosta de super mechas mais antigos provavelmente vai reconhecer rapidamente aquela energia: muita movimentação, explosões, ataques exagerados e nomes de golpes aparecendo na tela.
Yukio funciona especialmente bem nessas cenas. O design meio boneco de neve poderia parecer engraçado demais, mas quando começa uma batalha ele ganha bastante presença e dinamismo.
É aquele tipo de ação que não parece ter vergonha nenhuma de ser shonen.
Abertura e encerramento já estão na lista do karaokê
A parte musical também foi uma das grandes surpresas para mim.
A abertura “零-zero-”, da tuki., é muito empolgante e combina perfeitamente com a energia da série.
Já o encerramento “今この胸に滾るのは”- Ima Kono Mune ni Tagiru no wa, de Ai Higuchi, também me marcou bastante e fecha os episódios muito bem.
As duas ficaram na minha cabeça durante a temporada e já chegaram naquele nível em que penso:
quero cantar isso no karaokê. (risos)
Ser absurdo também faz parte da diversão
Sinceramente, não encontrei nenhum ponto negativo que tenha prejudicado de maneira considerável minha experiência.
Existe principalmente um acontecimento mais perto do final que pode parecer exagerado.
Mas ao mesmo tempo estamos falando de Snowball Earth.
A própria proposta já envolve uma Terra congelada, kaijus espaciais, mechas e personagens realizando coisas completamente absurdas.
Dentro das regras que o anime construiu, esse exagero acabou não sendo algo que me incomodou.
Para quem eu recomendaria Snowball Earth?
Se você gosta de mecha antigo, super-robôs ou shonen de ação, acho muito fácil recomendar.
Mas também acredito que Snowball Earth pode funcionar como um bom ponto de partida para quem normalmente não acompanha muito anime de mecha ou nunca foi muito ligado em kaijus.
A história não exige conhecimento do gênero para ser divertida.
Existe uma aventura de sobrevivência fácil de acompanhar, bons personagens, bastante ação, mistérios e principalmente um protagonista cujo desenvolvimento não depende apenas de ficar cada vez mais poderoso.
Tetsuo já sabe enfrentar kaijus.
Talvez o desafio mais difícil para ele seja aprender a se conectar com as pessoas.
E felizmente teremos uma segunda temporada
Sem entrar em spoilers importantes, o final da temporada conseguiu me deixar bastante ansioso pela continuação.
Fica claro que existem desafios muito maiores no caminho e que Tetsuo, Yukio e os outros ainda vão precisar evoluir bastante para chegar ao nível necessário para enfrentá-los.
A boa notícia é que a segunda temporada de Snowball Earth já foi oficialmente confirmada, então pelo menos essa ansiedade vem acompanhada da certeza de que a história continuará.
Depois de uma temporada que me surpreendeu tanto, quero ver como Tetsuo vai continuar evoluindo, até onde a relação entre humanos e kaijus pode chegar e principalmente como as batalhas vão crescer daqui para frente.
E pela coincidência do nome, pela parceria com Tetsuo e por tudo que o personagem representou durante a temporada, vou admitir que minha torcida continuará sendo um pouco especial pelo Yukio. (risos)


